
DÉCADA DE 30
Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta:
"Tu és, divina e graciosa,
estátua majestosa!
Do amor por Deus esculturada.
És formada com o ardor
da alma da mais linda flor, de mais ativo olor,
que na vida
é a preferida pelo beija-flor..."

DÉCADA DE 40
Ele escreve para a Rádio Nacional e manda oferecer a ela uma linda música:
"A deusa da minha rua,
tem os olhos onde a lua,
costuma se embriagar.
Nos seus olhos eu suponho,
que o sol num dourado sonho,
vai claridade buscar..."

DÉCADA DE 50
Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela uma canção da Bossa Nova:
"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.
É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema.
O teu balançado é mais que um poema.
É a coisa mais linda que eu já vi passar."

DÉCADA DE 60
Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço e coloca na vitrola uma música papo-firme:
"Nem mesmo o céu,
nem as estrelas,
nem mesmo o mar e o infinito
não é maior que o meu amor,
nem mais bonito.
Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar,
como é grande o meu amor por você..."



Leia este blog no seu celular